domingo, 19 de dezembro de 2010

William Lane Craig e Os Que Nunca Ouviram o Evangelho

William Lane Craig é sem dúvida alguma o principal debatedor cristão da atualidade. Possui um histórico invejável quando o que vem em mente é o seu trabalho filosófico e o seu desempenho em debates teológico-filosóficos. É inquestionávelmente um dos meus pensadores favoritos apesar de possuir pequenas divergências com algumas teorias que ele defende.

Craig tem defendido que todos os que morrem sem a capacidade de conhecer o cristianismo estão definitivamente perdidos. Deus em Sua sabedoria sabe que estes não se converteriam ao Evangelho caso tivessem a oportunidade de fazê-lo. Assim, apelando para o molinismo ele resolve o problema dos não evangelizados.

Primeiramente deve-se lembrar que Craig é incapaz de provar isto. Não é de um fato que estamos falando, mas de uma explicação alternativa como tantas outras. Sua função é demonstrar que a questão que envolve os não evangelizados não é nenhum monstro de duas cabeças.

Em segundo lugar, não creio que tenhamos qualquer garantia de que TODOS os que não ouviram o Evangelho rejeitariam ao cristianismo caso tivessem a oportunidade de conhecê-lo. É possível que tal alegação não seja verdadeira.

Além disso, não vejo motivos para crer no seguinte silogismo:

1. João morreu;

2. Logo, Deus não mais perdoa João.

Este silogismo me mostra um conceito nonsense do amor e da misericórdia divina a não ser que se acrescente a premissa João não se arrepende.

Ao menos que alguém diga que as pessoas ao morreren não se arrependem mais ou não possuem capacidade de se arrepender prefiro não crer nesta proposta para não limitar o amor de Deus pela Sua Criação à um mero fenômeno deste. Continuo optando pelo inclusivismo não assumido de Karl Barth.

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Como Jesus Deve Ser o Nosso Modelo?

A maioria cristã crê sabiamente que toda a sua vida deve ter por base o modelo apresentado por Jesus. Muito sobre Jesus podemos saber através dos Evangelhos. Mas geralmente não pensamos em "qual sentido" Cristo deve ser o nosso modelo.

A maior parte dos valores propostos pela Bíblia não passam de valores humanos herdados e incorporados com o passar do tempo pela cultura judaico-cristã. Jesus é a mais clara luz de sobriedade das Sagradas Escrituras por Ser o próprio Deus encarnado.

A questão porém, não se limita apenas ao "o que é o que Jesus fez", mas se prolonga ao "o que é que Jesus faria" já que ele estava introduzido em um contexto histórico diferente e devido a Sua missão gozava de um limitado conhecimento do mundo que o cercava.

Esta indagação pode levar-nos a termos respostas que jamais imagináriamos possuir. Jesus, assim como nós não possuia o conhecimento de todos os mistérios do mundo e possívelmente cria em vários mitos de sua época.

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eu, Minha Virgindade e Meus Vinte e Dois Anos

Apesar de não compartilhar da mesma visão que a maioria evangélica defende, a tenho respeitado em minha postura social. Tenho que admitir que ser definido como "liberal" não é algo muito cômodo para um jovem cristão.

Creio que haja um grande erro por parte dos teólogos em dizer que segundo a Bíblia é pecado fazer sexo antes do casamento e tenho muitos motivos para pensar isto. O sexo pré-marital e a poligamia não são nenhuma "invensão do diabo" ou desvirtuamento, mas coisas simplesmente sujeitas a valores culturais. É um erro teológico opor-se aqui, pois a Bíblia não condena estas coisas.

Não podemos, porém, ignorar o valor e o impácto social de muitos de nossos atos e filosofias de vida. Devemos respeitar aqueles que se limitam a "comer legumes". Esta nossa coerência social deve ser fruto de nosso contrangimento por parte do amor ao próximo e à Igreja de Cristo. Esta minha postura não tem por interesse estimular tais práticas, mas revelar a sobriedade tão almejada em oposição ao moralismo em questão. Prova disso é que tenho me mantido virgem até hoje.

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domingo, 5 de dezembro de 2010

Uma Parábola Materialista

Imagine que você em uma de suas viagens de férias tenha com muito trabalho conseguido subir uma montanha e avistar o por-do-sol e toda a bela campina ao redor. De repente, um homem bem vestido se aproxima de você e diz friamente:

- O que você está esperando para se jogar lá embaixo?

- Me jogar? Por que deveria?

- Bem, a vida não possui nenhum significado objetivo. Tudo, até mesmo a beleza que o mundo aparenta é uma simples ilusão, ora!!

- E se ela possuir algum significado, afinal?

- Se ela tiver um significado Deus teria que existir, mas como a modernidade tem nos revelado, Ele não existe.

- E minha esposa e meus filhos?

- São um engano emocional...

- Mas, se a vida não tem nenhum significado que diferença há entre pular e não pular e crer ou não crer em Deus?

- Nenhuma, talvez... mas certamente seria algo mais coerente.

- Por que você não pula, então?

- Eu creio que tenho uma missão de popularizar o conhecimento de que a vida não tem sentido e que por isto todos deveriam se lançar daqui. Tenho feito palestras e escrito livros muito apreciados com tal finalidade.

- O conhecimento, pelo que você demonstra, parece revelar um significado para a existência. Temos um dever para com a verdade? Teria isto alguma relação com tal significado?

- Eu já disse que a vida não pode ter um significado porque Deus não existe! Esta é a verdade nua e crua!! Aceite este fato!! Esta é a verdade!!

- Desculpe, mas você tem exagerado no café, amigo. Pois não tem sido nenhum pouco coerente. Se a vida não tem sentido você não pode ter uma missão de dedicar-se a pregar isso.

- Não importa. Nada é coerente!! Pule!!

Para mim, o discurso ateísta poderia ser resumido desta simples maneira mostrada acima. Pessoas tentando provar que a vida não possui nenhum significado, mas que não crêem verdadeiramente em sua pregação. Ninguém vai me convencer a me jogar do penhasco com este tipo de argumentação.

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Sofrimento, Medo e Significado

"O único medo real do homem é o medo da ausência de significado. Se ele sofrer por algum motivo relevente não terá problema algum nisto. Se amar e possuir prazeres sem valor constrói-se o seu pesadelo."

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sábado, 4 de dezembro de 2010

A Assunção de Moisés

"Testamento (ou Assunção) de Moisés" é um livro apócrifo, que foi escrito originalmente em hebraico ou aramaico (de 3 a.C. a 30 d.C), com versões em grego e latim. De origem palestina e ambiente farisaico, procura narrar a história do mundo, em forma de profecia, desde Moisés até ao tempo do autor.

Foi descoberto por Antonio Ceriani na Biblioteca Ambrosiana de Milão, em meados do século XIX e publicado por ele em 1861. O texto está em doze capítulos e diz ser secretas profecias reveladas por Moisés a Josué antes de lhe transmitir a liderança dos Israelitas.

A disputa entre o Arcanjo Miguel e Satanás sobre o corpo de Moisés descrito neste livro, é também mencionado na epístola de Judas (1:9), embora não tenha sido atribuída a qualquer fonte específica.

Fonte: Wikipédia

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Evento Escatológico Envolvendo Uma Futura Seca do Rio Eufrates?

Geralmente os dispensacionalistas pré-tribulacionistas são os que mais ficam entusiasmados com uma notícia destas, mas não creio que ao analisar Apocalípse 16.12 e 9. 13-16 tenhamos base para tal alegação. Deve-se lembrar que o Apocalípse é um livro profundamente simbólico e que está ligado a um contexto histórico que não pode ser ignorado.

No livro escatológico o império Romano é chamado simbólicamente de Babilônia. No apogeu da antiga Babilônia, as águas, abundantes do Eufrates constituíam parte importante do sistema defensivo dela. Em 539 AEC, essas águas se secaram quando seu curso foi desviado pelo líder persa Ciro. Assim se abriu o caminho para Ciro, o persa, e Dario, o medo, os reis "do nascente do sol", entrarem em Babilônia, e a conquistarem. (Isaías 44:27-45:7; Jeremias 51:36). O mesmo deveria ocorrer com o outro império, mas simbólicamente.

Desta maneira não vejo como se basear nestes textos para alegar que a possível seca do Eufrates seria uma profecia bíblica cumprida ou um sinal do fim dos tempos.

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